Novena por uma conversão
Nove dias por uma pessoa. Diga o nome dela onde está o N. Comece cada dia aqui. Pai, trago-Vos N. outra vez. Não tenho argumentos novos, e não tenho poder nenhum sobre aquele coração. Tenho nove dias, e vou gastá-los aqui. Depois, o dia. Primeiro dia — que seja guardado Antes de qualquer outra coisa, guardai N. Nada se conserta em quem já não está. Segundo dia — a ferida por baixo Alguma coisa aconteceu a N. que fez tudo isto parecer razoável. Ide primeiro a esse lugar, e ide com delicadeza. Eu nem sei onde ele fica. Terceiro dia — os que o feriram em vosso nome Se foi um cristão que fez isto — um padre, um pai, eu — separai o vosso rosto do nosso. Não deixeis que as minhas falhas continuem de pé onde Vós quereis estar. Quarto dia — a fome Tornai tudo o mais pequeno demais. Que o prazer seja curto, que o sucesso soe oco, e que o silêncio no fim do dia fique alto o bastante para se ouvir. Quinto dia — um companheiro Mandai a pessoa que eu nunca conseguiria mandar: um amigo, um estranho, um livro, uma morte, dizendo a coisa verdadeira na hora em que ela pode ser ouvida. Sexto dia — a hora da liberdade Quando vierdes, não arrombeis a porta. Dai a N. uma escolha de verdade, e a coragem que uma escolha de verdade exige. Sétimo dia — a confissão Preparai um padre para N.: paciente, impossível de escandalizar, acordado na hora errada. Tirai a vergonha da soleira. Oitavo dia — por mim Tirai o triunfo desta oração. Não quero ter razão. Quero essa pessoa em casa. Fazei de mim alguém para quem seja fácil voltar. Nono dia — pelo dia que talvez eu não veja Se a resposta for dada depois da minha morte, eu aceito isso desde já. Mônica rezou dezessete anos. Há orações que são atendidas na geração seguinte. Ponho N. nas vossas mãos, e tiro as minhas. Encerre cada dia. Jesus, derrubastes Saulo do cavalo sem lhe pedir licença. Fazei o que for preciso — e sede delicado, se for possível. Amém.
Passe adiante
Quando se reza esta oração
Nove dias, um nome, na mesma hora todos os dias. Comece quando quiser; os tempos tradicionais são os nove dias antes de uma festa de que a pessoa gostava, ou antes de um batizado, de um casamento ou de um enterro na família. Rita de Cássia é padroeira das causas impossíveis, e a dela começou dentro de casa: rezou um marido violento até a reconciliação no leito de morte dele, antes de a deixarem entrar num convento.